{"id":1842,"date":"2016-08-01T12:41:17","date_gmt":"2016-08-01T14:41:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/?p=1842"},"modified":"2016-08-01T12:56:01","modified_gmt":"2016-08-01T14:56:01","slug":"como-sera-lembrada-a-crianca-do-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/como-sera-lembrada-a-crianca-do-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"Como ser\u00e1 lembrada a crian\u00e7a do s\u00e9culo XXI?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<meta charset=\"utf-8\" \/>Todo ano a UNIEPRE proporciona aos colaboradores o <a href=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/10-pups-programa-uniepre-de-primeiros-socorros\/\" target=\"_blank\">PUPS (Programa Uniepre Primeiro Socorros).<\/a> Neste ano fui convidada a participar de uma das palestras de abertura e escolhi abordar as diferentes concep&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;a e de educa&ccedil;&atilde;o que j&aacute; trilharam o percurso da hist&oacute;ria, e de como a crian&ccedil;a vem sendo compreendida e representada nas legisla&ccedil;&otilde;es no Brasil e no mundo.\n<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\n\tSempre que falo ou estudo sobre a hist&oacute;ria da crian&ccedil;a e da educa&ccedil;&atilde;o, fico pensando como falar&atilde;o as futuras gera&ccedil;&otilde;es a respeito do como a crian&ccedil;a e a educa&ccedil;&atilde;o foram vistas e consideradas no nosso s&eacute;culo. O que eles pensar&atilde;o de n&oacute;s?\n<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\n\tAcredito que melhor escrevemos nossa hist&oacute;ria, na medida em que somos capazes de conhecer o passado que reflete e embasa nossas a&ccedil;&otilde;es presentes. Ent&atilde;o neste momento, fa&ccedil;o um convite para reflex&otilde;es cronol&oacute;gicas dos acontecimentos.\n<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\n\tAntes de iniciarmos uma retrospectiva hist&oacute;rica, &eacute; importante salientar que se buscamos espa&ccedil;o e tempo para falar sobre a crian&ccedil;a e a inf&acirc;ncia, &eacute; porque acreditamos na sua import&acirc;ncia e na concep&ccedil;&atilde;o de que a crian&ccedil;a &eacute; digna de valoriza&ccedil;&atilde;o.\n<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\n\tTodavia, esta forma de pensar n&atilde;o foi sempre assim. A humanidade fez uma longa caminhada at&eacute; chegar neste olhar que estabelecemos hoje: o de consider&aacute;-la como pessoa de direito, inserida na hist&oacute;ria e produtora dela, presente nas leis; como forma de garantir seus direitos na sociedade.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tAt&eacute; o final do s&eacute;culo XIII as crian&ccedil;as eram representadas como adultos em tamanho reduzido (muitos utilizam o termo &ldquo;adulto em miniatura&rdquo;). A inf&acirc;ncia era uma fase de transi&ccedil;&atilde;o que passava r&aacute;pido e cuja lembran&ccedil;a era logo perdida. Neste mesmo per&iacute;odo come&ccedil;ou a surgir uma imagem de crian&ccedil;a &ldquo;anjo&rdquo;, assim como, de crian&ccedil;a nua, assexuada, numa ideia de crian&ccedil;a sagrada. <em>At&eacute; hoje essa concep&ccedil;&atilde;o &eacute; percebida, por exemplo, nas falas: &ldquo;A crian&ccedil;a &eacute; um ser puro.&rdquo; <\/em>Mesmo a crian&ccedil;a sendo um ser angelical neste contexto hist&oacute;rico, havia um alto &iacute;ndice de mortalidade infantil. Por&eacute;m, como a crian&ccedil;a era n&atilde;o vista ou ouvida pelos adultos, n&atilde;o ocorria como&ccedil;&atilde;o. A crian&ccedil;a chegava a ser temida de t&atilde;o desconhecida.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"como-sera-lembrada-c-1\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1843\" height=\"242\" src=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-1.jpg\" width=\"1000\" srcset=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-1.jpg 1000w, https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-1-300x73.jpg 300w, https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-1-768x186.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<meta charset=\"utf-8\" \/>Nos s&eacute;culos XV e XVI a crian&ccedil;a tornou &#8211; se personagem mais frequente nos registros hist&oacute;ricos, ela come&ccedil;a a ser olhada. Entretanto, sempre aliada ao meio dos adultos.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"como-sera-lembrada-c-3\" class=\"alignleft size-full wp-image-1845\" height=\"182\" src=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-3.jpg\" width=\"253\" \/><meta charset=\"utf-8\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"como-sera-lembrada-c-3\" class=\"alignright size-full wp-image-1845\" height=\"182\" src=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-3.jpg\" width=\"253\" \/>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tNo s&eacute;culo XVII a crian&ccedil;a come&ccedil;a a ser representada sozinha. Dando &agrave; crian&ccedil;a um lugar privilegiado. Aqui, elas ficam em destaque. Mostrando-nos algumas mudan&ccedil;as nos pensamentos sobre a crian&ccedil;a e a inf&acirc;ncia.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<meta charset=\"utf-8\" \/><strong>S&eacute;culo XVII<\/strong> &#8211; O <strong>1&ordm; sentimento da inf&acirc;ncia<\/strong> &eacute; o da &ldquo;paparica&ccedil;&atilde;o&rdquo;. A crian&ccedil;a &eacute; vista como &ldquo;engra&ccedil;adinha&rdquo;. <em>Esse sentimento de inf&acirc;ncia &eacute; encontrado nos dias de hoje. A forma infantilizada como adultos falam com as crian&ccedil;as, v&iacute;deos que s&atilde;o postados na internet e que colocam a crian&ccedil;a muitas vezes em situa&ccedil;&otilde;es vexat&oacute;rias, para que outras pessoas se &ldquo;divirtam&rdquo; vendo cenas que, muitas vezes, as ridicularizam.<\/em>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"como-sera-lembrada-c-4\" class=\"alignleft size-full wp-image-1846\" height=\"270\" src=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-4.jpg\" width=\"332\" srcset=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-4.jpg 332w, https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-4-300x244.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 332px) 100vw, 332px\" \/><meta charset=\"utf-8\" \/>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<strong>S&eacute;culo XVIII<\/strong> &#8211; Um <strong>2&ordm; sentimento<\/strong> vinculado &agrave; inf&acirc;ncia: o de <em>fragilidade e inoc&ecirc;ncia.<\/em> O apego &agrave; inf&acirc;ncia deixa de ser pela brincadeira e passa a ser pela preocupa&ccedil;&atilde;o moral. Aqui a crian&ccedil;a deve ser educada de forma a agir como adulto, e por ser &ldquo;pequena&rdquo; a a&ccedil;&atilde;o coercitiva prevalece. Muitas a&ccedil;&otilde;es presentes nos dias atuais s&atilde;o embasadas nesse per&iacute;odo da hist&oacute;ria: O &ldquo;cantinho do pensamento&rdquo;. Bater para corrigir. Gritar para colocar ordem.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"como-sera-lembrada-c-555\" class=\"alignright size-full wp-image-1858\" height=\"189\" src=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-555.jpg\" width=\"280\" \/><br \/>\n\t<strong style=\"line-height: 1.6;\">S&eacute;culo XIX<\/strong><span style=\"line-height: 1.6;\"> &ndash; Neste s&eacute;culo a inf&acirc;ncia era uma prepara&ccedil;&atilde;o para a vida adulta, o que exigia cuidados e etapas. Com a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial houve o aumento dos bens da classe m&eacute;dia e com ela a necessidade de educar para que no futuro as crian&ccedil;as pudessem assumir os neg&oacute;cios da fam&iacute;lia. A escola ent&atilde;o cumpre essa fun&ccedil;&atilde;o. As crian&ccedil;as mais abastadas tinham este acesso &agrave; escola para se preparar para o futuro, entretanto, vale ressaltar que neste mesmo per&iacute;odo hist&oacute;rico, as crian&ccedil;as menos favorecidas eram inseridas no mercado de trabalho &#8211; momento em que o trabalho infantil era comum e permitido. Isso demonstra que as crian&ccedil;as vivenciavam o &ldquo;fluxo&rdquo; social dos adultos &agrave; sua volta. Ou seja, n&atilde;o havia medidas p&uacute;blicas e pensamentos para a inf&acirc;ncia; a crian&ccedil;a vivenciava aquilo que estava fadada a seguir.<\/span>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<meta charset=\"utf-8\" \/><strong>S&eacute;culo XX<\/strong> &ndash; A inf&acirc;ncia recebe olhares atenciosos de v&aacute;rios campos do saber. Os estudos colocam as crian&ccedil;as no centro das aten&ccedil;&otilde;es. A busca &eacute; de compreend&ecirc;-las para melhor favorecer seu crescimento e seu desenvolvimento. Aqui a crian&ccedil;a passa a ser um ser de direito, iniciando uma longa trajet&oacute;ria legal. As duas grandes guerras mundiais foram propulsoras na escrita de documentos que garantissem os direitos das crian&ccedil;as. &Eacute; poss&iacute;vel observar, por exemplo, grande preocupa&ccedil;&atilde;o legal contra o trabalho infantil.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<meta charset=\"utf-8\" \/><strong>S&eacute;culo XXI<\/strong> &ndash; Muitas conquistas j&aacute; ocorreram, mas ainda &eacute; necess&aacute;rio acompanhar e evoluirmos a forma como compreendemos a inf&acirc;ncia e a crian&ccedil;a. &Eacute; urgente a reflex&atilde;o para entendermos em que momento da hist&oacute;ria estamos ao agir, ao falar e ao tocar as crian&ccedil;as.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n\t<em><meta charset=\"utf-8\" \/><span style=\"color:#FF0000;\">Como ser&aacute; a continuidade dessa hist&oacute;ria? Como ser&aacute; lembrada a crian&ccedil;a do s&eacute;culo XXI?<\/span><\/em>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<meta charset=\"utf-8\" \/>Essa resposta depende de todos n&oacute;s, que estamos direta ou indiretamente no trato com as crian&ccedil;as deste s&eacute;culo. Essa hist&oacute;ria com certeza deixar&aacute; sua marca. A quest&atilde;o &eacute;: Que marca desejamos construir?\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"como-sera-lembrada-c-6\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1848\" height=\"173\" src=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-6.jpg\" width=\"1000\" srcset=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-6.jpg 1000w, https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-6-300x52.jpg 300w, https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/como-sera-lembrada-c-6-768x133.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<meta charset=\"utf-8\" \/>\n<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n\tRefer&ecirc;ncias:<br \/>\n\t&#8211; Hist&oacute;ria da inf&acirc;ncia e direitos da crian&ccedil;a, escrito por&nbsp;Ana Cristina Dubeux Dourado &#8211; material do MEC<br \/>\n\t&#8211;&nbsp;&quot;Hist&oacute;ria Social da Crian&ccedil;a e da Fam&iacute;lia&quot;, escrito por Philippe Aries.<br \/>\n\t&#8211; <a href=\"http:\/\/histdainfancia.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">http:\/\/histdainfancia.blogspot.com.br\/<\/a>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<em><strong>Texto por Patricia Bignardi<br \/>\n\tCoordenadora Pedag&oacute;gica Geral da Uniepre<\/strong><\/em>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<em><strong>Colabora&ccedil;&atilde;o Ana Cec&iacute;lia S. C. Santana<br \/>\n\tCoordenadora Pedag&oacute;gica Brainfarma\/Uniepre<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todo ano a UNIEPRE proporciona aos colaboradores o PUPS (Programa Uniepre Primeiro Socorros). Neste ano fui convidada a participar de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":118,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[30],"tags":[],"class_list":["post-1842","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ampliando-horizontes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1842","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/118"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1842"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1842\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1865,"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1842\/revisions\/1865"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1842"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1842"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1842"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}