{"id":3092,"date":"2017-08-31T18:33:29","date_gmt":"2017-08-31T20:33:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/?p=3092"},"modified":"2017-09-01T11:01:23","modified_gmt":"2017-09-01T13:01:23","slug":"portfolios-a-servico-da-documentacao-pedagogica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/portfolios-a-servico-da-documentacao-pedagogica\/","title":{"rendered":"Portf\u00f3lios a servi\u00e7o da documenta\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"n\u00f3s somos o que comemos\" height=\"108\" src=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/logo.jpg\" width=\"900\" \/>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tVia de regra, evito o estrangeirismo. Acho desrespeitoso com a nossa l&iacute;ngua, que &eacute; t&atilde;o vasta e t&atilde;o bonita. Mas, quando ainda n&atilde;o criamos um termo que d&ecirc; conta de uma a&ccedil;&atilde;o em constru&ccedil;&atilde;o, algumas palavras emprestadas se mostram &uacute;teis. &Eacute; o caso do portf&oacute;lio. A rigor, um portf&oacute;lio porta folhas.&nbsp;\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tNo uso comercial, este termo ganha sentido de apresenta&ccedil;&atilde;o (antes em pap&eacute;is, hoje cada vez mais digitais) das qualidades da empresa interessada em vender seus servi&ccedil;os.&nbsp;\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tEm educa&ccedil;&atilde;o, h&aacute; alguns anos, adotamos esta express&atilde;o para nomear uma colet&acirc;nea de atividades das crian&ccedil;as que, de alguma forma, revelam suas &ldquo;qualidades&rdquo; como alunos.&nbsp; Na educa&ccedil;&atilde;o infantil, em particular, onde n&atilde;o utilizamos notas ou provas, como no ensino fundamental, as atividades escolhidas tentam compor uma &ldquo;prova&rdquo; do que a crian&ccedil;a se mostrou capaz de realizar ao longo do semestre ou do ano. Mas ser&aacute; que h&aacute; entre os educadores um significado comum para esta palavra?\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tHoje, em meio a discuss&atilde;o sobre <strong>documenta&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica<\/strong>, procuramos estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o entre as ferramentas de que dispomos e o aspecto inovador deste conceito. Uma rela&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel &eacute; pensar o portf&oacute;lio como express&atilde;o dos processos coletivos vividos pelas crian&ccedil;as durante o aprender.&nbsp; Assim &eacute; necess&aacute;rio nos perguntarmos: o que exatamente queremos mostrar com os portf&oacute;lios?\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tConsiderando que uma das fun&ccedil;&otilde;es da documenta&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica &eacute; dar visibilidade aos saberes constru&iacute;dos pelas crian&ccedil;as nesta viv&ecirc;ncia coletiva que &eacute; a da vida escolar e, ponderando a defini&ccedil;&atilde;o de Dalhberg, Moss e Pence (2003, p. 194) em que documenta&ccedil;&atilde;o&nbsp; &ldquo;&eacute; o material que registra o que as crian&ccedil;as est&atilde;o dizendo e fazendo, &eacute; o trabalho das crian&ccedil;as e a maneira com que o pedagogo se relaciona com elas e com o seu trabalho&rdquo;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\" title=\"\">[1]<\/a>, buscamos nos fazer algumas perguntas para concebermos a nossa ideia de portf&oacute;lio:&nbsp; Como revelar o que as crian&ccedil;as aprenderam juntas? Como captar as intera&ccedil;&otilde;es que resultam em aprendizagens? Como fazer para mostrar os modos de aprender na inf&acirc;ncia? Como dar visibilidade &agrave;s suas produ&ccedil;&otilde;es? Como colocar em foco: suas rela&ccedil;&otilde;es, suas escolhas, suas hip&oacute;teses, suas descobertas, suas alegrias? Estas s&atilde;o perguntas que t&ecirc;m por objetivo voltar &agrave; raiz do que a palavra portf&oacute;lio, ou melhor, documentar,&nbsp; pode significar em cada escola.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tOutras reflex&otilde;es nos ajudam a construir a estrutura do portf&oacute;lio, por exemplo, a defini&ccedil;&atilde;o de categorias para a organiza&ccedil;&atilde;o dos materiais que coletaremos ao longo do semestre ou do ano. &Eacute; importante determinarmos como organizaremos as in&uacute;meras fotos &agrave; medida que s&atilde;o tiradas durante as atividades. Este acervo enorme de material fotogr&aacute;fico precisa ser organizado de forma a estarem &agrave; m&atilde;o na hora em que o educador estiver produzindo portf&oacute;lio da turma.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tOrganizaremos as fotos em pastas por crian&ccedil;a, ou por grupos? Criaremos pastas tendo como t&iacute;tulo as diferentes aprendizagens alcan&ccedil;adas? Teremos uma pasta de fotos que mostrem as rela&ccedil;&otilde;es entre as crian&ccedil;as, entre os grupos? E outra evidenciando as rela&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as com os educadores no cotidiano? Uma pasta com fotos que mostram a rela&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as com os diferentes materiais a que tiveram acesso, buscando tornar vis&iacute;vel a rela&ccedil;&atilde;o que estabeleceram com os conceitos presentes nas experi&ecirc;ncias vividas?&nbsp; Uma outra pasta com fotos que apresentem a express&atilde;o l&uacute;dica do conhecimento? Outra que evidenciem as formas de express&atilde;o da crian&ccedil;a com o movimento ou com as marcas gr&aacute;ficas que produzem?\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tEstas s&atilde;o decis&otilde;es a se tomar na organiza&ccedil;&atilde;o deste importante material que s&atilde;o as fotos. A forma como ele vai ser organizado precisa responder &agrave; ideia de uma narrativa que o educador ir&aacute; construir a partir da escuta e da observa&ccedil;&atilde;o dos seus alunos.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tNo entanto, documentar n&atilde;o se restringe ao uso dos registros fotogr&aacute;ficos. Mostram-se igualmente potentes os registros que coletamos das falas das crian&ccedil;as, e aqueles registros que fazemos ao analisarmos as suas produ&ccedil;&otilde;es pl&aacute;sticas ou gr&aacute;ficas, entre outras. Como articular estes diferentes materiais para compor um portf&oacute;lio com car&aacute;ter de documenta&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica?\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tAqui consideramos o portf&oacute;lio como uma forma de interpretar o que foi vivido entre as crian&ccedil;as no espa&ccedil;o da escola.&nbsp; Ent&atilde;o, delineada uma narrativa e escolhido o material que ir&aacute; ilustr&aacute;-la, nos deparamos, com o desafio de conhecer e escolher recursos para evidenciar a mensagem que o portf&oacute;lio quer expressar (recursos como a aproxima&ccedil;&atilde;o da imagem no detalhe, justapor imagens sequenciais, escolher entre a op&ccedil;&atilde;o de cor ou preto e branco, o uso de imagem de produ&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as como marca d&rsquo;&aacute;gua, entre outros).\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tImporta enfatizar que h&aacute; no portf&oacute;lio uma pot&ecirc;ncia comunicativa a ser explorada e utilizada &agrave; servi&ccedil;o de documentar o trabalho realizado pela escola: quanto mais claro expressarmos a aprendizagem, mais credibilidade ter&aacute; o nosso trabalho, porque maior ser&aacute; a compreens&atilde;o do que fazemos enquanto escola de crian&ccedil;as pequenas.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tRealizar esta pot&ecirc;ncia latente depender&aacute; das escolhas que faremos.&nbsp; &Eacute; neste conjunto de escolhas (est&eacute;tica e conte&uacute;do; imagem e texto; manejo dos recursos de design gr&aacute;fico) que poder&aacute; ficar evidente (ou n&atilde;o): &nbsp;o protagonismo da crian&ccedil;a, o processo do aprender, a import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es, o valor do caminho aberto para a cultura mais elaborada.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t&Agrave; medida que vamos exercitando este novo olhar, estaremos produzindo uma forma pr&oacute;pria de documentar, e talvez nas&ccedil;a junto um termo, uma palavra para definir nosso jeito peculiar de falar sobre as crian&ccedil;as. Por enquanto portf&oacute;lio est&aacute; valendo.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tPara continuarmos esta reflex&atilde;o indicamos, a seguir, alguns textos como refer&ecirc;ncias iniciais.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<a href=\"https:\/\/www.marilia.unesp.br\/Home\/Pos-Graduacao\/Educacao\/Dissertacoes\/mendonca_cn_do_mar.pdf\" target=\"_blank\">https:\/\/www.marilia.unesp.br\/Home\/Pos-Graduacao\/Educacao\/Dissertacoes\/mendonca_cn_do_mar.pdf<\/a>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/reflexoes-do-professor\/portfolios-bem-aproveitados\/\" target=\"_blank\">http:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/reflexoes-do-professor\/portfolios-bem-aproveitados\/<\/a>\n<\/p>\n<div>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t\t\t<span style=\"font-size:8px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[1]<\/a> DAHLBERG, Gunilla; MOSS, Peter; PENCE, Alan. Qualidade na educa&ccedil;&atilde;o da primeira inf&acirc;ncia: perspectivas p&oacute;s-modernas. Porto Alegre: Artmed, 2003.<\/span>\n\t\t<\/p>\n<p>\n\t\t\t&nbsp;\n\t\t<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3105\" height=\"792\" src=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/portfolios-5.jpg\" width=\"786\" srcset=\"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/portfolios-5.jpg 786w, https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/portfolios-5-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/portfolios-5-298x300.jpg 298w, https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/portfolios-5-768x774.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 786px) 100vw, 786px\" \/>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n\t<em><strong>Por: M<\/strong><\/em><em><strong>arilene Negrini<\/strong><\/em><br \/>\n\t<em><strong>Coordenadora Pedag&oacute;gica<\/strong><\/em><br \/>\n\t<em><strong>Espa&ccedil;o Crian&ccedil;a Eurofarma Itapevi &amp;&nbsp;<\/strong><strong>UNI<\/strong><strong>E<\/strong><strong>PRE<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Via de regra, evito o estrangeirismo. Acho desrespeitoso com a nossa l&iacute;ngua, que &eacute; t&atilde;o vasta e t&atilde;o bonita. Mas, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":118,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-3092","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-itapevi-eurofarma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3092","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/118"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3092"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3092\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3109,"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3092\/revisions\/3109"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3092"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3092"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.uniepre.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3092"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}