O que você, pai e mãe de criança pequena tem de conhecimento acerca do tema: INTELIGÊNCIA EMOCIONAL PARA A PRIMEIRA INFÂNCIA?

Vamos conversar um pouco sobre isso?

Afinal de contas, mais de 30 anos estudando e acompanhando a Infância bem de pertinho, deu a UNIEPRE a experiência e aprendizado necessários para contribuirmos um pouquinho com famílias e crianças!

Então, bora a seguinte reflexão:

Será que precisamos parar tudo para trabalharmos a inteligência emocional de nossas crianças?

Dizer para uma família que a escola tem um momento para trabalhar a inteligência Emocional das crianças é um grande equívoco.

Portanto, nas unidades UNIEPRE, prezamos para que relações humanas saudáveis aconteçam o tempo todo e, claro, todas são carregadas de emoções; o que determina nossas reações frente a elas é a forma como concebemos esses sentimentos. As emoções se desenvolvem ao longo de todo o ciclo vital, desde o útero materno, tendo influência durante toda a vida. Daí a importância de cuidarmos de todas.

Nós, adultos, somos o maior modelo para as crianças. Nossas ações e decisões são determinantes, como bons ou “maus” modelos. As crianças se espelham no nosso exemplo e não no nosso discurso.

Na UNIEPRE, estimulamos as crianças a externarem suas emoções boas e ruins, positivas e negativas, mostrando a elas que a escola se constitui  em um espaço seguro e de confiança, onde, livre e espontaneamente, elas podem falar sem medo, expressando sobre o que estão vivendo em seu dia a dia. Por exemplo, quando num momento de conflito entre as crianças, o educador se abaixa e se coloca na altura delas para escutá-las, damos tempo para que elas se expressem, ajudando-as a resolverem seus conflitos. Assim,  estamos trabalhando a empatia, de forma respeitosa, ensinando as crianças a nomearem seus sentimentos, seja de raiva, de tristeza, de angustia, a esperar a vez para falar, a compreender a opinião do outro; enfim, a exercitarem o que nomeamos de inteligência emocional. Para tanto, não existe modelo ou momento protocolar, mesmo porque seria impossível “marcar” uma hora para que os pequenos tenham “CONFLITOS”. Os conflitos simplesmente acontecem, e nós, adultos-educadores, temos que estar de “plantão” a postos e sabidos de como mediaremos as crianças de forma respeitosa e tranquila. Podemos ainda citar outro exemplo: quando uma criança se machuca, rala o joelho: também vivencia vários sentimentos como a dor, o medo, a vergonha, a tristeza, entre outros. Esse também serve como momento de aprendizagem, o qual nos permite trabalhar as emoções junto com a criança.

Também quando realizamos uma troca de fraldas e antecipamos para o bebê tudo o que acontecerá na interação dele com o educador, naquele momento, de maneira calma, tranquila, e com mãos suaves, solicitando a participação do bebê, também estamos favorecendo o desenvolvimento da sua inteligência emocional.

Além disso, ensinamos as crianças, na medida do possível, a solucionarem por si mesmas seus problemas, dando oportunidade a elas de pensarem e atuarem por elas próprias, exercício importante para a conquista da autonomia e da independência. Desde pequenas, aprendem pequenas ações corriqueiras que as levam ao exercício da tomada de decisão e do trabalho coletivo.  

Por isso, a UNIEPRE acredita que a escolha da Escola Infantil, que normalmente é a primeira escola da VIDA, deve ser uma das decisões mais cuidadas na vida de uma criança!

Flávia Vasconcellos Gusmão
Diretora Geral – UNIEPRE
Jan/20.